segunda-feira, 9 de junho de 2008

Tate Modern inaugura exposição com grafite brasileiro

Centenária fachada de um dos museus mais importantes do mundo recebe arte de rua.Três brasileiros estão no seleto grupo de artistas internacionais selecionados.



Um dos mais importantes museus do mundo, a Tate Modern, em Londres, inaugurou numa sexta-feira (23/Maio) uma exposição de arte de rua na sua própria fachada. Entre os autores das obras estão grafiteiros brasileiros.

Chocar, surpreender, polemizar são os verbos que sempre combinaram com a arte moderna. Na mais nova exposição em Londres, o público conjuga todos esses verbos e mais um: contemplar. Afinal, não é todo o dia que se pode ver a arte nascendo diante dos olhos. Foi o que aconteceu na parede norte da Tate Modern – uma das maiores e mais tradicionais galerias de toda a Europa. Os centenários tijolinhos de barro, de uma hora para outra, passaram a ganhar cores, formas, vida. Não é o tipo de exposição pra ser vista de perto, não. Pelo contrário, quanto mais longe estiver o expectador, melhor. Até porque são desenhos gigantescos: de 25 metros de altura.

Artistas brasileiros
São seis painéis criados por um seleto grupo de artistas internacionais especializados em street art ou arte de rua. Entre eles, três brasileiros: Francisco da Silva, mais conhecidos como “Nunca”, escolheu uma imagem que, segundo ele, representa a violência das grandes cidades. “Já trabalhei com museus e galerias no Brasil e na Europa, mas nada desse tamanho”, disse Silva. Ele diz que já pintou em vários lugares do Brasil e da Europa, mas nada desse tamanho. A dupla “Os Gêmeos”, como são conhecidos os grafiteiros Gustavo e Otávio Pandolfo, foi ousada. “A gente deixou a critério das pessoas, dos expectadores. Para eles olhares e imaginarem aquilo que eles bem entenderem”, explica Gustavo Pandolfo. O curador do museu conta que rodou o mundo para escolher os artistas. Trouxe um da França, um da Espanha, um da Itália e um dos Estados Unidos – além dos brasileiros, pelos quais não esconde a preferência. “Estive em São Paulo, onde vi o trabalho deles. Não dava para deixá-los fora do projeto”, disse. A exposição vai durar até setembro, quando acaba o verão no Hemisfério Norte. As paredes, então, serão, lavadas. Mas dificilmente essas obras vão ser esquecidas...

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