Uma das características dos cubanos é a politização, a outra sua veia humorística. Trata-se de uma combinação que dá como resultado excelentes piadas políticos, censurados na TV, mas presentes nos teatros, bares e sobre tudo, nas ruas.
A tudo eles arrancam lascas, apenas Fidel Castro incorporou sua estratégia de "Batalla de Ideas", reformando a educação e a saúde pública, na rua saiu à piada. Imitando o acento oriental diziam "Comandante, por favor, 'bata-ya de ideas'" [basta já de idéias].
No outro se afirma que Raúl Castro decidiu definir o rumo do país democraticamente. Reuniu a todos os cubanos na Praça y disse que os que quisessem socialismo ficassem a esquerda e os que desejam o capitalismo à direita.
O povo se dividiu, mas no meio fico um homem só. Quando perguntaram respondeu que a ele gostaria de ter as vantagens do socialismo (educação, saúde, etc.), mas com as possibilidades materiais do capitalismo. Então, deram-lhe um cargo de dirigente.
Ninguém fica sem seu pedacinho. Dizem que, durante sua visita a Cuba, ao Papa se caiu no mar no Malecón seu terço. Juan Pablo II se irritou, mas Fidel disse que não se preocupasse, saltou o muro y caminhando sobre a água, recorreu o terço e trouxe de volta.
No dia seguinte o jornal cubano Granma titulava "Fidel es Dios, camina sobre el mar". La página principal do Observatore Romano dizia que "O Papa fez um milagre em Cuba". Ao mesmo tempo em que a imprensa de Miami concluía que "Fidel está tão velho que já não pode nem nadar".
Sigamos com "o exílio", ali onde a imprensa já "matou" tantas vezes a Fidel Castro. Os cubanos de Florida sempre faziam seus planos de retorno dizendo: "Quando Fidel morrer...", mas agora estão tão escaldados que agregam: "bom... si ele morrer".
Uma das piadas mais velhas diz que se Jesus Cristo tivesse sido cubano ainda estaria vivo porque aqui quando no falta a cruz, falta os pregos ou alguém rouba o martelo e, se alguma vez está tudo, com certeza, que esse dia o "crucificador" não vem trabalhar.
Um cachorrinho cubano chega a Miami e, quando os outros cachorros fazem perguntas: ele diz que em Cuba vivia bem, comia bastante, tinha veterinário e até um adestrador. Os outros perguntaram então por que ele foi embora então… "É que eu tinha muita vontade de latir", ele respondeu.
Una pesquisa da ONU consultou a parlamentarios de diferentes continentes: "Que opinião tinha sobre a escassez de alimentos?". Surpreendido o europeu questionou: "Qual escassez?". Enquanto um desolado africano perguntava: "¿Que alimentos?". O deputado cubano respondeu desconfiado: "Opinar eu?".
Inclusive durante os piores momentos da crise econômica dos 90, os cubanos não deixaram de zuar, nessa época diziam que não tinham "apagões" senão "iluminões" porque era maior o tempo em que viviam sem eletricidade.
Naqueles anos de enorme escassez asseguravam, entre sorriso que Adão e Eva eram cubanos porque no tinham roupa, no tinham sapatos, não podiam comer maçãs e, apesar disso tudo, tinham eles convencido de que viviam num paraíso.
No ano 3050 revivem ao ex presidente de Estados Unidos Ronald Reagan. Esse, atualizando-se, começa a perguntar pelos problemas mundiais. Meio Oriente? Já vivem em paz Sr. presidente. O que passou com a China? Temos as melhores relações, responderam-lhe.
Depois de repassar os principais conflitos que tinha vivido no seu tempo, perguntou por Cuba. Largo silencio, até que um dos assessores respondeu vacilando: "não se preocupe que ali o comunismo está a ponto de desaparecer".
Evidentemente nas piadas políticas em Cuba tem para todos os gostos. Como expressara um profeta: "Os cubanos bebem de uma mesma taça a alegria e a amargura. Fazem música de seu choro e se riem da sua música. "Os cubanos levam a sério as piadas e fazem de tudo que é serio uma piada".
Um comentário:
Eu acho que isso tudo é só cuversa ó.
Um dia eu vou ir a Cuba só p ver de qual que é desse caô ai ó.
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